Há algumas noites tenho sentido a falta de escrever. Talvez
seja por falta de tempo, ou até mesmo pela grande satisfação que tenho pela
minha atual vida. Fato é que não tenho tido muita inspiração. É certo que só
amor e felicidade não atrai. Todos querem uma desilusão, um choro agoniado ou
um inconformismo e não havia motivos para escrever sobre isso se me coloco em
meus textos.
Pensado nisso, me peguei hoje perguntando à mim mesma: o que realmente queremos? O que precisamos
para sermos felizes? Não só felizes, mas completamente
felizes. Uma pesquisa de Princeton
diz que 75000 dólares anuais é o necessário para se viver feliz, mas no final
da matéria afirma que a satisfação aumenta ao percebermos que estamos em
posição melhor que a do próximo. Então, do fundo da minha fase hippie-amorosa,
fiquei indignada. E surgiu a vontade de escrever.
O motivo? O mar de egoísmo que estamos passando. Como as
pessoas só podem ser felizes se forem melhores que as outras? Pra mim, o melhor de alguém –e somente o que
deveria satisfazer cada um- é o máximo que se pode fazer. O meu máximo talvez
não seja o máximo de Albert Eistein, mas por causa disso eu nunca serei menos
feliz.
Sempre pensei comigo que haverá pessoas acima e abaixo de
você. O que eu poderia fazer é ajudar os que estão abaixo, pois meu esforço me
levaria para cima. Ver resultados de pesquisas como essa, atitudes egoístas e
uma estória de vingança que desperta a atenção de milhões de brasileiros só me
deixa mais triste. É um tipo de mágoa velha que já sofri na pele. Já desejei o
melhor para alguém que estava numa posição por mim cobiçada e, quando atingi
essa posição sem precisar ferir ninguém, fui odiada, estigmada, caluniada. Isso
dói até hoje. O ódio dos outros dói em mim, acreditem. É triste saber que
alguém se incomoda com a felicidade alheia. Só me faz pensar que a vida não é
fácil e que ás vezes a única coisa que temos são os outros. Aqueles que podem
ser melhores ou piores que nós, mas que têm um coração e muitas vezes lenços
para aparar nossas lágrimas. São as pessoas que se vão, não os bens. Se tivesse
mil vidas, seria uma tortura acumular dinheiro e, em contrapartida perder todos
os que me são queridos.
A felicidade, seja
ela em qualquer forma, só é obtida de forma despretensiosa e por meio de muito
amor a cada um que nos cerca. Essa é a minha verdade de vida, por que o amor
incomoda mais que a briga, o sangue, a vingança, em contrapartida surte mais
resultados positivos para quem o pratica. Sim, sou ambiciosa quando se trata de
felicidade e amor, e esse ‘defeito’ faço questão de cultivar. Se escolhi o amor para ser meu guia, não será
com menos que ganharei minhas batalhas.

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