15:55

A Incômoda Felicidade.

Postado por Luísa Cedrim

Há algumas noites tenho sentido a falta de escrever. Talvez seja por falta de tempo, ou até mesmo pela grande satisfação que tenho pela minha atual vida. Fato é que não tenho tido muita inspiração. É certo que só amor e felicidade não atrai. Todos querem uma desilusão, um choro agoniado ou um inconformismo e não havia motivos para escrever sobre isso se me coloco em meus textos.


Pensado nisso, me peguei hoje perguntando à mim mesma:  o que realmente queremos? O que precisamos para sermos felizes? Não só felizes, mas completamente felizes.  Uma pesquisa de Princeton diz que 75000 dólares anuais é o necessário para se viver feliz, mas no final da matéria afirma que a satisfação aumenta ao percebermos que estamos em posição melhor que a do próximo. Então, do fundo da minha fase hippie-amorosa, fiquei indignada. E surgiu a vontade de escrever.

O motivo? O mar de egoísmo que estamos passando. Como as pessoas só podem ser felizes se forem melhores que as outras?  Pra mim, o melhor de alguém –e somente o que deveria satisfazer cada um- é o máximo que se pode fazer. O meu máximo talvez não seja o máximo de Albert Eistein, mas por causa disso eu nunca serei menos feliz.
Sempre pensei comigo que haverá pessoas acima e abaixo de você. O que eu poderia fazer é ajudar os que estão abaixo, pois meu esforço me levaria para cima. Ver resultados de pesquisas como essa, atitudes egoístas e uma estória de vingança que desperta a atenção de milhões de brasileiros só me deixa mais triste. É um tipo de mágoa velha que já sofri na pele. Já desejei o melhor para alguém que estava numa posição por mim cobiçada e, quando atingi essa posição sem precisar ferir ninguém, fui odiada, estigmada, caluniada. Isso dói até hoje. O ódio dos outros dói em mim, acreditem. É triste saber que alguém se incomoda com a felicidade alheia. Só me faz pensar que a vida não é fácil e que ás vezes a única coisa que temos são os outros. Aqueles que podem ser melhores ou piores que nós, mas que têm um coração e muitas vezes lenços para aparar nossas lágrimas. São as pessoas que se vão, não os bens. Se tivesse mil vidas, seria uma tortura acumular dinheiro e, em contrapartida perder todos os que me são queridos.

 A felicidade, seja ela em qualquer forma, só é obtida de forma despretensiosa e por meio de muito amor a cada um que nos cerca. Essa é a minha verdade de vida, por que o amor incomoda mais que a briga, o sangue, a vingança, em contrapartida surte mais resultados positivos para quem o pratica. Sim, sou ambiciosa quando se trata de felicidade e amor, e esse ‘defeito’ faço questão de cultivar.  Se escolhi o amor para ser meu guia, não será com menos que ganharei minhas batalhas.

16:56
Postado por Luísa Cedrim


Um texto rápido só para não cair no desuso do blog:

Sei que esse não é mais o foco do mundo atual, mas tavez devêssemos prestar um pouco mais de atenção à certas atitudes e palavras que são ditas para milhões de pessoas e o quanto elas aparentam ter um fundo glorioso. Muito mais glorioso do que o comum.

Não existem heróis ou mocinhos nesse mundo em que vivemos, todos temos um parcela de culpa. Em contrapartida, todos somos afetados por decisões alheias, portanto seja mais cauteloso com o que dizes e os pontos de vista que defendes tão apaixonadamente.
Será realmente que o que nos é mostrado é a realidade? Isso não cabe somente ao âmbito político, mas também ao social. Os que nos cercam, aqueles tão amigos, companheiros de longas datas podem estar equivocados. ou equivocando.
Só lembre-se de pensar e criticar, mesmo que isso custe alguns olhares estranhos ou palavras grosseiras.
E, só para esclarecer: não tenho tido muito tempo para postar aqui devido aos penosos estudos para o vestibular, que tem sido protagonistas na minha vidinha abarrotada de afazeres e precária de tempo.

18:03

Homo sapiens.

Postado por Luísa Cedrim

Somos o animal mais frágil fisicamente que existe na terra. Não temos garras para nos proteger. Não temos força para enfrentar os perigos da natureza. Não temos velocidade para caçar. Não possuímos uma mordida fatal. Não vivemos sozinhos. Afinal, por que nós, Hominídeos conseguimos tomar conta da terra?
A nossa força está na mente. Somos os únicos que conseguem usar racionalmente a consciência para beneficio e sobrevivência própria. Somos predadores em corpo de caça e não nos deixamos abater por isso. Até quando nosso cérebro era pequeno demais para tamanhas descobertas, encontramos modos incrivelmente práticos de reescrever nosso destino. E é essa incrivelmente poderosa arma que nos faz querer dominar e tudo com que nos relacionamos.
É exatamente a ambição por conhecimento que nos trouxe até aqui, sentados em frente à uma máquina que tem o poder de nos levar até os confins da terra sem que saiamos do lugar. É essa sede que une os extremos mundiais, culturais, políticos e religiosos. E é por ânsia de conhecimento inter-racial que hoje estou aqui, escrevendo-lhes essas palavras tão mal-trabalhadas, tentando fazer a diferença no meio de sete bilhões de pessoas, milhões muito mais bem preparadas que eu, milhões que dariam tudo para estar em meu lugar.
Lugar esse que não é tão privilegiado, já que não passo de uma adolescente do Brasil, um país sub-desenvolvido na America latina, com milhares de pessoas passando fome e mais outras milhares sem uma casa para morar. Sou questionadora, inquieta, observadora. Não me contento com tão pouco quando posso ter o melhor, e é por querer sempre mais que estou aqui escrevendo.
Hipocrisia à parte, eu quero ter um local em que possa gritar para o mundo que aqui tem alguém que pensa demais sobre as coisas e acaba não concordando com tudo o que ouve, vê e lê na televisão, jornais e internet, e acabei encontrando aqui o ambiente perfeito para a propagação das minhas idéias. Nesse blog você encontrará a minha sincera e desnuda opinião sobre diversos temas que assolam nossa vida cotidiana. Desde conflitos internacionais até questionamentos existências de uma sociedade pré-programada.
Bem, é isso. Esperem que gostem e que freqüentem assiduamente este blog, não só como um ambiente critico e atual, mas como um lugar onde opiniões serão muito bem aceitas e discutidas, por que como diria Voltaire:
“Eu posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-la”
Luísa Cedrim