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A Incômoda Felicidade.

Postado por Luísa Cedrim

Há algumas noites tenho sentido a falta de escrever. Talvez seja por falta de tempo, ou até mesmo pela grande satisfação que tenho pela minha atual vida. Fato é que não tenho tido muita inspiração. É certo que só amor e felicidade não atrai. Todos querem uma desilusão, um choro agoniado ou um inconformismo e não havia motivos para escrever sobre isso se me coloco em meus textos.


Pensado nisso, me peguei hoje perguntando à mim mesma:  o que realmente queremos? O que precisamos para sermos felizes? Não só felizes, mas completamente felizes.  Uma pesquisa de Princeton diz que 75000 dólares anuais é o necessário para se viver feliz, mas no final da matéria afirma que a satisfação aumenta ao percebermos que estamos em posição melhor que a do próximo. Então, do fundo da minha fase hippie-amorosa, fiquei indignada. E surgiu a vontade de escrever.

O motivo? O mar de egoísmo que estamos passando. Como as pessoas só podem ser felizes se forem melhores que as outras?  Pra mim, o melhor de alguém –e somente o que deveria satisfazer cada um- é o máximo que se pode fazer. O meu máximo talvez não seja o máximo de Albert Eistein, mas por causa disso eu nunca serei menos feliz.
Sempre pensei comigo que haverá pessoas acima e abaixo de você. O que eu poderia fazer é ajudar os que estão abaixo, pois meu esforço me levaria para cima. Ver resultados de pesquisas como essa, atitudes egoístas e uma estória de vingança que desperta a atenção de milhões de brasileiros só me deixa mais triste. É um tipo de mágoa velha que já sofri na pele. Já desejei o melhor para alguém que estava numa posição por mim cobiçada e, quando atingi essa posição sem precisar ferir ninguém, fui odiada, estigmada, caluniada. Isso dói até hoje. O ódio dos outros dói em mim, acreditem. É triste saber que alguém se incomoda com a felicidade alheia. Só me faz pensar que a vida não é fácil e que ás vezes a única coisa que temos são os outros. Aqueles que podem ser melhores ou piores que nós, mas que têm um coração e muitas vezes lenços para aparar nossas lágrimas. São as pessoas que se vão, não os bens. Se tivesse mil vidas, seria uma tortura acumular dinheiro e, em contrapartida perder todos os que me são queridos.

 A felicidade, seja ela em qualquer forma, só é obtida de forma despretensiosa e por meio de muito amor a cada um que nos cerca. Essa é a minha verdade de vida, por que o amor incomoda mais que a briga, o sangue, a vingança, em contrapartida surte mais resultados positivos para quem o pratica. Sim, sou ambiciosa quando se trata de felicidade e amor, e esse ‘defeito’ faço questão de cultivar.  Se escolhi o amor para ser meu guia, não será com menos que ganharei minhas batalhas.